21 de mai de 2007

MEDO













MEDO


O medo faz parte da vida de toda pessoa, e trata-se de um instinto de sobrevivência .
Ter medo é mais normal do que se pensa, mas a partir do momento que ele começa tomar conta da vida da pessoa a ponto que ela sinta medo, até de sair de casa, é sinal que algo está errado e aí é preciso procurar um profissional.

O medo tem o lado positivo e negativo. O positivo é quando ele serve como defesa para qualquer pessoa mas é negativo quando escraviza quem o sente. O medo não pode comandar a vida de ninguém.

Os psicólogos afirmam que dois medos já nascem com a gente: medo de barulho e medo de cair; os demais são adquiridos.

A pessoa quando está com medo ou se sentindo ameaçada, começa a ter temores, suores e até taquicardia; ela fica com um nível muito alto de adrenalina. Nesse caso quando o medo domina é necessário a procura de um profissional que ajudará a superar o problema. Os familiares devem entender que isso é normal e que a paciência deve prevalecer.
Sintomas comuns do medo: taquicardia, palpitações, suores, tremores no corpo, rubor nas faces, falta de ar, voz trêmula, gagueira, dores de cabeça, sensação de desmaio, urgência urinária, sensação de afundamento no estômago, diarréia e até náuseas podem aparecer quando uma pessoa está com um nível alto de ansiedade.

Na maioria das vezes o medo é causado a partir de uma experiência ruim que a pessoa viveu ou viu alguém passar.

Os psicólogos explicam que aquelas pessoas que tem medos irracionais – são aquelas além do normal – são sempre pessoas inteligentes, bem sucedidas, perfeccionistas e não suportam críticas. As pessoas que tem este medo incontrolável gostam sempre de controlar uma situação. Tem tudo sob controle e não sabem lidar com situações de imprevistos.

As pessoas que tem estes problemas não podem ter vergonha do que sentem e saibam que um profissional pode ajudá-lo.

ÉTICA




A Ética existe em todas as sociedades humanas, e, talvez, mesmo entre nossos parentes não-humanos mais próximos. Nós abandonamos o pressuposto de que a Ética é unicamente humana. A Ética pode ser um conjunto de regras, princípios ou maneiras de pensar que guiam, ou chamam a si a autoridade de guiar, as ações de um grupo em particular (moralidade), ou é o estudo sistemático da argumentação sobre como nós devemos agir (filosofia moral).
Ética é a investigação geral sobre aquilo que é bom.
Conceituação: O que é Ética Profissional?

É extremamente importante saber diferenciar a Ética da Moral e do Direito. Estas três áreas de conhecimento se distinguem, porém têm grandes vínculos e até mesmo sobreposições.

Tanto a Moral como o Direito baseiam-se em regras que visam estabelecer uma certa previsibilidade para as ações humanas. Ambas, porém, se diferenciam.

A Moral estabelece regras que são assumidas pela pessoa, como uma forma de garantir o seu bem-viver. A Moral independe das fronteiras geográficas e garante uma identidade entre pessoas que sequer se conhecem, mas utilizam este mesmo referencial moral comum.

O Direito busca estabelecer o regramento de uma sociedade delimitada pelas fronteiras do Estado. As leis têm uma base territorial, elas valem apenas para aquela área geográfica onde uma determinada população ou seus delegados vivem. Alguns autores afirmam que o Direito é um sub-conjunto da Moral. Esta perspectiva pode gerar a conclusão de que toda a lei é moralmente aceitável. Inúmeras situações demonstram a existência de conflitos entre a Moral e o Direito. A desobediência civil ocorre quando argumentos morais impedem que uma pessoa acate uma determinada lei. Este é um exemplo de que a Moral e o Direito, apesar de referirem-se a uma mesma sociedade, podem ter perspectivas discordantes.

A Ética é o estudo geral do que é bom ou mau, correto ou incorreto, justo ou injusto, adequado ou inadequado. Um dos objetivos da Ética é a busca de justificativas para as regras propostas pela Moral e pelo Direito. Ela é diferente de ambos - Moral e Direito - pois não estabelece regras. Esta reflexão sobre a ação humana é que caracteriza a Ética.

Ética Profissional e relações sociais:

O varredor de rua que se preocupa em limpar o canal de escoamento de água da chuva, o auxiliar de almoxarifado que verifica se não há umidade no local destinado para colocar caixas de alimentos, a atendente do asilo que se preocupa com a limpeza de uma senhora idosa após ir ao banheiro, o contador que impede uma fraude ou desfalque, ou que não maquia o balanço de uma empresa, o engenheiro que utiliza o material mais indicado para a construção de uma ponte, todos estão agindo de forma eticamente correta em suas profissões, ao fazerem o que não é visto, ao fazerem aquilo que, alguém descobrindo, não saberá quem fez, mas que estão preocupados, mais do que com os deveres profissionais, com as PESSOAS.

As leis de cada profissão são elaboradas com o objetivo de proteger os profissionais, a categoria como um todo e as pessoas que dependem daquele profissional, mas há muitos aspectos não previstos especificamente e que fazem parte do comprometimento do profissional em ser eticamente correto, aquele que, independente de receber elogios, faz A COISA CERTA.
A Ética tem por objetivo facilitar a realização das pessoas. Que o ser humano chegue a realizar-se a sí mesmo como tal, isto é, como pessoa.

Como me posiciono no mundo...

“Se você sempre faz como sempre fez,
continuará obtendo o que sempre obteve”.
Quem sou eu?

Essa é uma pergunta que poucos nos fazemos, pois quase nada sabemos para respondê-la.
Os conceitos e as informações que se seguem, irão ajudá-lo a começar a responder esta questão.
A Análise Transacional (A.T.), criada pelo Dr. Eric Berne, psiquiatra canadense, estuda os estados do Eu – comportamentos demonstrados no relacionamento e que compõem a estrutura da personalidade.
Dentro de cada um de nós existem três “personagens” chamados Criança, Adulto e Pai.

Criança – Genética, emoções, intuição, espontaneidade, necessidades básicas.
Esse estado do Eu predomina quando você faz alguma coisa que gosta.

Adulto – Racional. Lógico, analista, contato com a realidade externa, informações.
Analisa a realidade esse posiciona diante dela. Esse estado do Eu predomina sobre os outros quando você faz as cousas que lhe convém. Por volta dos dois anos, você começou a estruturar o estado do Eu adulto.

Pai – Normas, regras, valores, condutas.
É um depósito de condutas, normas que você ouviu dos adultos. Esse estado do Eu predomina sobre os outros quando você faz as coisas que devem ser feitas. Por volta dos sete anos, você começou a estruturar o estado do Eu pai.

Como a sua estrutura interna se manifesta nas relações? Pode haver manifestações de forma positiva ou negativa, depende das suas experiências e dos seus aprendizados. Faça uma análise funcional.

CONCEITO E EXPRESSÕES IDENTIFICADORAS

PC+ Pai Crítico positivo = firmeza,ordem, controle, limites: “Você deve fazer isso até segunda-feira. Senão, teremos problemas”.
PC - Pai Crítico negativo = preconceito, autoritarismo, desqualificação, humilhação: “Vai já lavar a cara e mudar de roupa”.
PN+ Pai Nutritivo positivo = apoio,proteção, compreensão, crescimento: “Se você precisar, me procure”.
PN - Pai Nutritivo negativo = superproteção, dependência, desqualificação: “Coitado. Deixa que eu o ajude”.

A Adulto = não se subdivide, porque seus sinais de conduta são sempre os mesmos. Ele é positivo quando é ético e negativo também quando não é ético: “Sinceramente, eu entendo que...”
CAS+ Criança Adaptada Submissa positiva = adapta-se, submete-se a situações que fazem sentido, beneficiando-se com isso: “Vou estudar, porque não quero ficar de recuperação”.
CAS- Criança Adaptada Submissa negativa = adapta-se, submete-se a situações que não fazem sentido, prejudicando-se com isso: “Vou trabalhar, até me mandarem parar”.
CR+ Criança Rebelde positiva = discorda, opõe-se,confronta como forma de preservação física e emocional: “Eu não vou fazer isso, porque você está querendo abusar”.
CR- Criança Rebelde Negativa =

AUTONOMIA



“A melhor maneira de predizer
o futuro é criá-lo”.

Peter Drucker


Desde que nascemos, já recebemos papeias para desempenhar: menino(a); brasileiro(a), técnico (a), advogado (a); etc....
É fundamental não perdermos a consciência da nossa individualidade,percebendo que agimos em determinados momentos com nossos papeias: filho(a), irmão(a), amigo(a), estudante. Mas o ator é muito mais do que isto.
Às vezes não compreendemos por que temos certos tipos de comportamentos ou atitudes. Não tentamos verificar que isso pode acontecer porque temos dentro de nós conflitos que não conseguimos resolver. Esses conflitos íntimos impedem nossa maneira eficiente de agir.
Conhecer bem a sua “casa interior”, sentir que ela é o seu “porto”, que você pode ir e vir com liberdade para desempenhar seus papéis quando necessário, é fundamental para você manter um contato consigo mesmo, independente de tudo mais.
Este ir e vir consciente o fortalece cada vez mais, e o inverso acontece quando você entra e sai, sem saber quando está saindo, quando está entrando, vivendo dessa forma, desorganizada.

Independência e Dependência

Os conceitos de dependência e independência têm estado presentes nas freqüentes discussões sobre a maneira mais saudável de o indivíduo estar em relação ao outro.
Chega-se à conclusão de que a dependência impede que o indivíduo desenvolva as suas capacidades como um todo e entre em contato com a sua força. A independência,por sua vez, é irreal, pois necessitamos do outro como fonte de estímulos para o nosso equilíbrio e crescimento emocional.
Hoje sugere-se que a verdadeira relação entre as pessoas, na qual se torna possível suprir muitas das suas necessidades psicológicas, e a interdependência.

No que se constitui a interdependência?
Na complementaridade, na soma de qualidade e limitações, onde duas pessoas num movimento de flexibilidade e saúde, amparam-se respeitam-se, cuidam-se, admiram-se e crescem mutuamente.
A flexibilidade e saúde significam alternância de papeis, onde cada qual, em determinado momento, comparece com o seu potencial e a sua beleza única, construindo um terceiro espaço, chamado relação, cuja proposta maior é evoluir e ser feliz.

CONFLITO E NEGOCIAÇÃO

Todo problema traz em si a
semente da sua solução.
(Máxima Oriental)

Os conflitos costumam acontecer no nosso cotidiano, na família, no trabalho, na relação afetiva e com os amigos.

No que se constitui um conflito? No choque de necessidades e valores pessoais entre as pessoas.

Há diversos níveis de conflitos, desde os mais leves e de fácil resolução, até os mais complicados, que geram tensão, agressão, rompimento e que necessitam de maturidade e estratégias para resolvê-los.

Levando em conta que vivemos constantemente em relações sociais, a habilidade em resolver conflitos é fundamental para uma convivência mais produtiva e harmoniosa.

Infelizmente não nos ensinam as diversas formas possíveis de resolver conflitos. E saímos por aí despreparados, desinformados, acumulando conflitos não resolvidos, e com isso patrocinando nosso próprio mal-estar e infelicidade. O conflito mais difícil de ser resolvido é o conflito de valores, porque este inclui o que o indivíduo acredita.

O que ocasiona um conflito?

São as posturas individuais rígidas diante da situação conflitante. Se cada um se coloca de forma inflexível, priorizando a sua idéia como a única verdade, nunca haverá consenso nem negociação. Resolver um conflito significa não perder de vista o objetivo e direcionar todos os movimentos, idéias e criatividade em direção ao mesmo.

Negociação implica em os participantes ouvirem uns aos outros, buscando o que pode ser utilizado para atingir o objetivo, flexibilizando sua postura individual (não quer dizer desacreditar no seu ponto de vista inicial) e, finalmente, construindo juntos uma terceira alternativa, atingindo dessa forma o objetivo original.

Todo ambiente, qualquer que seja, quando se torna palco de brigas internas, se enfraquece e diminui a sua capacidade de defender-se diante de alguém adversário externo.

Num conflito, a tendência é cada um achar que tem razão e toda a energia que poderia estar sendo produtiva e criativa é gasta apenas para derrubar os argumentos e posição contrários. Muitas vezes uma das partes vence apenas por ser a mais forte, mas não necessariamente ser a melhor idéia, nem a mais criativa, nem a que vai gerar melhores resultados.
Aprender resolver conflitos é estar disposto a rever seus próprios valores.