25 de mai de 2007

Modelos e Estilos de Currículos




O uso da primeira pessoa torna o documento mais direto e convincente.
Por isso, não tenha medo de usar os verbos na primeira pessoa: implantei, vendi, organizei.."



Observar que o currículo pode ter vá­rios estilos, dependendo do que você procura no mercado de trabalho. Par­tindo do princípio que já foi explicitado de que o currículo deve mostrar desde o início a capacidade do profissional para a atividade que ele se propõem a desenvolver, muitas vezes, é possível fugir de qualquer modelo padronizado.
Nesse caso, o primeiro passo, de um modo geral, é deduzir quais as prováveis exigências da função e, se possível, obter esclarecimentos e in­formações com a empresa pretendida para eliminar ou acrescentar dados. A única exigência comum, independente do tipo de currículo, é que ele deve ter a redação clara, objetiva e sempre em um bom português. Então, se você não se julga expert em redação, solicite al­guém para assessorá-lo ou corrigir o seu texto.
Já a redação em outros idiomas, em muitos casos, pode até sugerir um di­ferencial ou algo elegante, mas só é válida se o currículo for enviado a uma multinacional ou que isso seja exigên­cia de um anúncio.
É importante ressaltar que a apre­sentação e as informações contidas em um currículo sempre fornecem critérios para os analistas de cargo formarem uma opinião sobre sua personalidade.



Observação: Os modelos de Currículos não forami possíveis de colocar no blog devido o documento perder a formatação. Mas se tiver interesse, peça por e-mail que posteriormente poderei estar encaminhando.


Os cinco pontos do Currículo


Assumida essa postura de rnanter-se focado na empresa, é interessante des­tacar cinco pontos essenciais que de­vem ser salientados em qualquer cur­rículo: dados pessoais, objetivo (qual emprego pretendido e em que área atuar), escolaridade, dados sobre a vida profissional, fontes de informações com referências pessoais e comer­ciais. Além desses itens, é importante acrescentar algumas características pessoais que possam interessar seu futuro empregador, que deve ter subsí­dios para constatar seus múltiplos inte­resses e avaliar seu potencial. Se você só fez 'bicos', mas realmente deu aulas particulares, fez um site para um amigo ou consertou uma máquina de costura, não omita esse tipo de experiência, se tiver alguma relação com a área que você pretende atuar.

Veja, a seguir, o que deve constar e como entram as informações em um currículo:

Informações pessoais
Nome, telefone, e-mail, endereço e cidade onde nasceu. Na mesma se­qüência, a maioria dos candidatos in­dica o número de sua documentação. Previna-se: quando você não sabe para onde está enviando seu currícu­lo e nem por quem ele vai ser lido, por segurança, deixe para dar essas in­formações durante a entrevista ou só após a admissão. Afinal, ninguém é contratado pelo
nú­mero da identidade nem do C PF.

Objetivo
Deixe claro qual cargo deseja con­quistar e em que área busca atuar. Como o mercado de trabalho, mes­mo em recessão, oferece vagas si­milares, provavel­mente você terá que fazer mais de um currículo para atender a determinadas vagas que estejam fora do foco da área pre­tendida.

Escolaridade
Se você está estudando, especifique o curso, o nome da escola, o ano em que você está e quando começou. Pos­teriormente, relate as outras datas, de início e término dos outros cursos con­vencionais. Destaque os extracurricula­res e complementares já realizados, principalmente se for iniciante no merca­do de trabalho. Se a pretenção for por um cargo de secretária e a candidata está no segundo ano do cur­so profissionalizante, mas em paralelo cur­sa computação e faz aulas de inglês, esses podem ser seus dife­renciais no momento da escolha para pre­encher uma vaga.

Experiência Profissional
Comece pelas mais recentes e retro­ceda até as primeiras. Procure desta­car todas as atividades desenvolvidas e relacionadas com a área que deseja atuar. Mesmo que não tenha trabalhado
formalmente. Inclua nesse item atividades voluntárias desenvolvidas em con­junto com a comunidade. Por exemplo: se busca atuar como motoboy e ainda não trabalhou em nenhuma empresa, mas já prestou serviço voluntário entre­gando correspondência na época das eleições para um candidato específico, cite sua atuação. Muitas experiências, que parecem insignificantes, podem se tornar um grande referencial.

Fontes de informação
As referências pessoais e comer­ciais podern influenciar seu futuro patrão de modo positivo ou negativo. Por isso, antes mesmo de procurar um emprego, faça uma relação das pessoas, influentes ou não, que pos­sam falar sobre você com espontanei­dade, sem exagerar nas qualidades nem salientar os defeitos. Inicialmen­te, pergunte se é possível deixar o nome e o telefone delas como fontes de referência.

O que é um Currículo...



Ele é a sua apresentação profissional, um instrumento fundamenta! para enfrentar a acírrada competição no mercado de trabalho.


A expressão curriculum vitae vem do latim e significa "curso de vida". Por aí, já é possível perceber o que o documento representa: ele é a apre­sentação da vida profissional de uma pessoa. Por isso, traz um conjunto de indicações biográficas relativas ao nome, idade, estado civil, estudos, diplomas, experiências, obras publi­cadas e outras atividades de um es­tudante ou profissional. Usualmente, o curriculum vitae é utilizado por urn candidato a um cargo, a um exame ou a um concurso para se apresentar ao empregador, empresa ou instituição.
Curricu­lum vitae também se diz que é o documento que f ornece_ uma visão geral do candidato como indivíduo, tendo como foco a sua vivência, qualificação e atuação profissionais. "Ao ser elaborado, ele visa a apresentação pessoal, de forma indi­reta, ou seja, sem a presença física da pessoa, com a finalidade de forne­cer dados e informações sobre a es­colaridade, experiência profissional e as qualificações de quem solicita um emprego.

O que ele deve ter?

Se o currículo serve para apresentar uma pessoa, em primeiro lugar é pre­ciso colocar os itens essenciais: nome completo, endereço, telefone, idade, estado civil e nacionalidade da pessoa. Em seguida, pode vir o objetivo, que traz a simples citação do cargo preten­dido ou uma descrição um pouco mais detalhada de como a pessoa deseja atuar na empresa. Depois, vêm a for­mação escolar, os cursos extra-curricu-lares e o conhecimento de idiomas.
Na seqüência, é importante constar as experiências profissionais (onde, quando e em qual cargo a pessoa trabalhou) e con­tatos para refe­rências pessoais. Esses contatos po­dem ser o setor de RH (Recursos Humanos) de uma das empresas na qual o profissional atuou, o telefone ou e-mail de uma pessoa que traba­lhou diretamente com ele ou ainda o próprio chefe anterior.

Existem ainda outras informações que podem ser adicionadas para en­riquecer
o currículo, direcioná-lo para o perfil da empresa ou atender a uma exigência do empregador para o qual o documento está sendo enviado. Dessa maneira, podem ser acrescen­tadas a pretensão salarial, a dispo­nibilidade para viagens e mudanças, experiências e vivências no exterior, entre outras.
É importante ressaltar que não existe urn conteúdo único, fechado. O currículo é dinâmico, assim como as pessoas, embora sempre deva ter suas infor­mações voltadas para a finalidade que o documento tem. Ou seja: des­de que sejam pertinentes, dados po­dem ser adicionados, sem haver um prejuízo ou desvio da função.
Em relação tamanho, não deve ser extenso demais e nem extremamente conci­so. O melhor são duas páginas, mas até três são acei­táveis.

O que fazer para para montar um bom Currículo?



A elaboração de um documento personalizado e eficaz requer alguns cuidados especiais

Nenhum profissional que deseja realmente ingressar no mercado de trabalho deve encarar seu currícu­lo como uma peça de pouca impor­tância, pois ele é uma apresentação fundamental, especialmente porque o segundo passo rumo a contratação, a entrevista, só acontece depois da lei­tura do Currículo.
Só que, para que este instrumento cumpra a sua função, é preciso dire­cioná-lo da maneira correta. A maio­ria dos currículos tem como foco prin­cipal o candidato, mas, para elaborar um documento eficaz (que ajude você
a atingir seu objetivo), é preciso mu­dar essa forma de pensamento. O candidato deve se lembrar primeiro da empre­sa, depois dele próprio. Parece com­plicado? Então, comece a imaginar que você deseja contratar uma em­pregada doméstica para trabalhar em sua casa. É fácil perceber que certas qualificações serão indispensáveis no momento da escolha: lavar e passar roupa, arrumar gavetas e armários, etc. Agora, imagine que a funcionária que você deseja trabalhará em seu escritório. Certamente, as qua­lificações já especificadas não iriam atender sua necessidade, já que o ambiente de trabalho é outro e requer atividades bem mais específicas.
Então, o importante é focar no que a empresa espera de você e não o contrário. Voltando ao caso da em­pregada doméstica, se você recebes­se dois currículos, um dizendo que a profissional limpa quartos, janelas, gavetas, organiza dispensa, cuida de animais, faz café, conhece a rotina de um escritório, entre outras coisas e, outro, apenas especificando que a qualificação é para faxina doméstica, qual você selecionaria primeiro? Provavelmente, o segundo. Por quê? é equivocado pensar que um currículo generalista é eficiente. Quando uma empresa oferece uma vaga, ela prefere um especialista. Se a firma procura um vendedor, ao menos que seja pe­queníssima, ela não vai contratar um comprador, porque o que ela quer é um profissional qualificado.
É importante ressaltar que essa ob­servação é pertinente para todos os tipos e níveis de profissionais. Por isso, ao elaborar um currículo para trabalhar em uma determinada em­presa, pense no que ela espera de você.